sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Perspectivas para o Marketing Digital em 2010


Enquanto observamos uma queda nos investimentos publicitários online em 2009 nos EUA, no Brasil o que temos visto é exatamente o contrário. Enquanto observamos uma queda nos investimentos publicitários online em 2009 nos EUA, no Brasil o que temos visto é exatamente o contrário: uma expansão rápida e aparentemente irreversível, com perspectivas de crescimento no volume total em torno de 30%. Dentre os setores da economia que mais têm ampliado esses investimentos, podemos destacar o automobilístico, da construção civil, de eletro-eletrônicos, entre outros.

Há também um crescimento observado nos investimentos para implantação ou expansão de negócios online, em que se destaca a participação das micro e pequenas empresas. Esse fenômeno tem sido observado ao longo de 2009, o que tem ocasionado uma redução na enorme concentração de faturamento que ainda persiste em poucos e grandes players.

Um dos setores com grandes perspectivas de expansão no e-commerce está o de conveniência, como farmácias e produtos para presentes. Um segmento que ainda é muito incipiente e pode vir a crescer no futuro é o de vestuário e acessórios, pois apresenta baixa adesão no Brasil, em comparação aos outros países, em que a resistência a essa modalidade de compra é menor.

O crescimento no volume de investimentos será visto também na aquisição de ferramentas de suporte ou “retaguarda”. Esses investimentos se referem à necessidade de monitoramento de redes sociais, com a contratação de equipes dedicadas ou empresas terceirizadas para acompanhar a situação das marcas na web, bem como estruturar a melhor forma de interação. Esse tipo de serviço é fundamental para as empresas que desejam entender e aprimorar o relacionamento com seus diversos públicos na web.

Outro serviço de retaguarda que também crescerá está relacionado às ferramentas de mensuração de resultados. Afinal, as empresas vêm percebendo cada vez mais a importância de avaliar os investimentos realizados e aperfeiçoar continuamente suas ações por meio de um trabalho empírico, pois os resultados são absolutamente diferentes de empresa para empresa, de segmento para segmento e essa variação faz com que seja necessário desenvolver ferramentas próprias.

Outra tendência é a busca por mais conhecimento, por parte das empresas, sobre o funcionamento das ferramentas de busca. O que se observa ainda é que muitos investimentos são feitos no desenvolvimento de sites corporativos, mas sem grande preocupação com uma efetiva “presença digital”, que é o fator primordial para contribuir com a localização, ou “encontrabilidade”, da empresa na web. Afinal, como se sabe, cada vez mais esse é um fator de sucesso ou fracasso para as instituições, dado o hábito de uso dos buscadores de todos os tipos, por palavras-chave, como Bing, Google e Yahoo!, de vídeos, de preços, entre outros.

Esse movimento de migração das verbas para o marketing digital também está relacionado ao fato de se poder chegar mais próximo do marketing one-to-one, idealizado pelos profissionais de marketing direto há 20 anos e que agora se torna realidade por meio do uso inteligente dos dados, sobre os consumidores. Esse uso inteligente dos dados pode ser observado no exemplo da Amazon, que aprimora continuamente sua operação.

A busca de conhecimento, que vem ocorrendo nas empresas, impacta também os profissionais de marketing, publicidade, imprensa, enfim de todas as áreas, de forma tão frenética como nunca foi visto antes. Isso porque a internet imprime uma velocidade alucinante, que faz com as pessoas se sintam completamente alienadas em questão de pouco tempo.

Por Sandra Turchi para o Mundo do Marketing (Sandra é superintendente de Marketing da ACSP - Associação Comercial de São Paulo – e professora e palestrantes sobre Estratégias de Marketing Digital – ESPM).

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Comunicação

“O que existe de maior do que a palavra que persuade os juízes nas cortes ou os Senadores no Conselho, ou os cidadãos na Assembléia, ou em qualquer outro encontro político? Se você tem o poder de emitir essa palavra, você terá o médico como seu escravo, e o treinador seu escravo, ou o fazedor de dinheiro de quem você fala, que será encontrado juntando tesouros, não para ele mesmo, mas para você, que tem a capacidade de falar e persuadir a multidão.” PLATÃO. Diálogos.


Com a modernização, as organizações tendem a assumir novas posturas perante a sociedade. A velocidade das mudanças globais induz as organizações a adotarem um novo comportamento institucional e mercadológico perante a opinião pública. As organizações passam desta forma, a se preocuparem mais com os acontecimentos políticos, com as relações sociais e com a economia mundial; e neste contexto as relações públicas são fundamentais, pois cabe a ela a abertura de novos canais de interface com os diferentes segmentos sociais, administrando a comunicação estrategicamente.


O marketing moderno exige mais do que desenvolver um bom produto a um preço atraente e torná-lo acessível. As empresas precisam também se comunicar com as partes interessadas atuais e potenciais e com o público em geral. Para a maioria das empresas, o problema não é comunicar, e sim o que dizer, como dizer, para quem dizer e com que freqüência dizer. Mas as comunicações se tornam cada vez mais difíceis a media que um número crescente de empresas tem de berrar para atrair a atenção dividida do consumidor. (KOTLER, 2002)


A comunicação é uma atividade própria e natural dos seres humanos, possibilitando assim a diferenciação deles dos demais animais. A capacidade de se inter-relacionar com outras pessoas, a troca de idéias, a habilidade de registrar pensamentos, dados e informações são etapas do processo comunicativo, fundamentais a natureza das relações sociais da espécie humana.


SOCIEDADE

A comunicação é essencial à existência de qualquer indivíduo ou organização, independente de seu porte. Desde os primórdios, o homem precisava identificar alterações no clima, os movimentos das tribos e rebanhos próximos, qual suprimento de comidas necessitava ser reabastecido, enfim uma infinidade de informações que deviam ser partilhadas e redistribuídas ao grupo.

Após a Revolução Industrial – século XVIII, iniciou-se também a “revolução social” em que os artesãos e camponeses passaram a operários assalariados, deslocando para as indústrias – principal fonte geradora de empregos, todo o interesse econômico. Denominada também “segunda onda” ou “sociedade industrial”.

Atualmente estamos na “sociedade da informação”, ou “terceira onda”, em que o trabalho físico e intelectual começam a ser substituídos pela velocidade dos microprocessadores e por diversas inovações tecnológicas, em conseqüência dos avanços tecnológicos.

O mundo moderno experimenta aceleradas e profundas transformações resultantes dos progressos tecnológicos. Atualmente, o indivíduo precisa se situar sobre as tendências econômicas, políticas, sociais e culturais. E as organizações necessitam saber o que está acontecendo com os grupos com os quais se relaciona direta ou indiretamente.

Independente da fase em que é praticada, a comunicação é essencial a organização humana. Enfim, a comunicação é o resultado que você obtém dela.


ORGANIZAÇÕES

De acordo com Amitai Etzioni (1980), “a sociedade moderna contém um número incomensuravelmente maior de organizações, para satisfazer uma diversidade maior de necessidades sociais e pessoais, que incluem uma proporção maior de seus cidadãos e influem em setores amplos de suas vidas”.

Atualmente, as organizações passam por grandes mudanças orientadas pelas revoluções estruturais em busca de modernização e sobrevivência. Todavia, no contexto organizacional, as pessoas é que fazem a diferença no que diz respeito ao sucesso e ao fracasso. Tecnologia e capital são extremamente importantes, mas de nada adiantam se as pessoas não sabem utilizá-los.

A administração das organizações é, em suma, uma série de relações entre pessoas fundamentadas na comunicação. Nas organizações a comunicação é fundamental, pois orienta a organização e busca a compreensão dos objetivos individuais e coletivos, para que estes sejam atingidos.

A comunicação estabelece ligação da organização com seus públicos específicos em âmbito interno e externo. No âmbito interno, a comunicação se configura em conjunto com a cultura organizacional. É utilizada para facilitar a cooperação, credibilidade e comprometimento com os valores da organização. Neste contexto, a base da estrutura organizacional são as pessoas que a compõe. No âmbito externo, o relacionamento da organização será reflexo do tratamento da comunicação em âmbito interno, facilitando os negócios.


ENTÃO, ...


A comunicação adquire papel estratégico, possibilitando a organização o conhecimento de si própria para melhor se relacionar, posteriormente, com seus públicos externos.

O imprescindível às organizações é vencer as barreiras (físicas – barulhos, fisiológicas – problemas genéticos, semânticas – uso inadequado da linguagem e psicológicas – preconceitos e estereótipos) do processo comunicativo, barreiras estas que podem causar ruídos à comunicação fadando a organização ao fracasso.

As organizações, de pequeno ou grande porte, devem se atentar para as tendências do mercado em torno da comunicação, para não serem engolidas pelo monstro da globalização.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

FORTES, Waldyr Gutierrez. Relações Públicas processo, funções tecnologia e estratégias. 2.ed. São Paulo: Summus, 2003. 394p.

KOTLER, Philip. KELLER, Kevin Lane. Administração de marketing. 12.ed. São Paulo: Atlas, 2006. 531-604p.

KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Obtendo resultados com Relações Públicas. Como utilizar adequadamente as relações públicas em benefício das organizações e da sociedade em geral. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001. 245p.

KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada. São Paulo: Summus, 2003. 417p.

LESLY, Philip. Os Fundamentos de Relações Públicas e da Comunicação. São Paulo: Rioneira Thomson Learning, 2002. 256p.

Erin Brockovich, Uma mulher de talento. (Erin Brockovich) Produzido por Danny DeVito, Michael Shamberg e Stacey Sher. Dirigido por Steven Soderbergh. Interpretes: Julia Roberts, Albert Finney, Aaron Eckhart, et al. 145 min, color.

Mera Coincidência. (Wag the dog) Produzido por Robert De Niro, Barry Levinson e Jane Rosenthal. Dirigido por Barry Levinson. Interpretes: Dustin Hoffman, Robert De Niro, et al. 97 min, color.

O informante. (The insider) Produzido por Pieter Jan Brugge, Michael Mann, et al. Dirigido por Michael Mann. Interpretes: Al Pacino, Russell Crowe, Christopher Plummer, et al.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Quanto vale sua imagem?

Marketing pessoal não está relacionado apenas a atitude pessoal, mas sim a percepção que as pessoas tem de você. Sua imagem pode ajudar (ou atrapalhar) muito sua carreira.

Neste vídeo da VocêS/A, a consultora de carreira Elaine Saad fala sobre o assunto.